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Artist
Se o rock dos anos 50 era algo tosco e moveu a juventude dos anos 50, talvez hoje em dia alguém possa dizer que não é possível o Rock and Roll como antigamente. No entanto, o gênero tornou-se muito bem sucedido no mercado do mundo inteiro. No cenário um tanto caótico do mundo, em que um presidente norte-americano parece ter seguido o conselho de Che Guevara e criado muitos Vietnãs (Afeganistão, Iraque, Coréia do Norte), emerge a banda belorizontina Dead Lover´s Twisted Heart, mostrando vitalidade com seu Folk-Rock Indie. Fazendo da possível precariedade um diferencial e uma possível demonstração de ligação com as raízes do gênero musical ao qual se filiam em canções como "Hey Babe (Have You Ever Been in Hell?)" e "All Night Long", as músicas fazem apelos primais & tribais ao desejo e à vontade de p(h)oder. A banda demonstra um transbordamento nietzschiano de vida. Hey Babe faz uma descrição do inferno sentimental pelo qual a sua amada nunca passou, tal qual um Dante clamando por sua Beatriz. All Night Long faz a apologia dos desejos do eu profundo (Kant com Sade), além do elogio do impulso instintivo de posse mais primitivo e brutal. E se há algo de que existe efetivamente posse é o domínio que essa banda exibe do estilo folk-rock. Há todo um discurso amoroso trágico à la Nelson Gonçalves que parece ter sido vertido em inglês. Se há quem diga que a história da música popular é um amontoar de clichês, vale a pena notar como a Dead Lover´s não soa clichê como soavam Engenhei