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Artist
"VI-OS DESAPARECER NA NOITE" Li este livro com 18 anos, na edição com que neste momento ainda fazemos o espectáculo. Por ocasião dos 50 anos da sua edição, o Tó Trips foi convidado a tocar guitarra numa exposição chamada “remembering Jack Kerouac” na Av. Da Liberdade 211, e convidou-me a ler umas passagens do livro. Em noite de improviso, e com vídeo da Raquel Castro, o espectáculo correu bastante bem, livre como uma estrada aberta. Acho que nessa noite sentimos um clic, que esta estrada fora de Kerouac deveria ser partilhada e palmilhada noutras estradas, noutros sítios, ou seja, on the road, que é o que temos feito em inúmeras apresentações. A música é toda composta pelo Tó Trips, na guitarra e com muitas pedaleiras, 1 prato de bateria e um xilofone. Eu escolhi as passagens do livro de Kerouac, junto com improvisos meus (sempre em inglês os meus improvisos, e que são um pouco o discurso directo desses dois viajantes, Neal Cassady e Jack Kerouac). Aí o livro multiplica-se em estradas secundárias, auto-estradas, caminhos de cabras, curvas e contracurvas, desertos, montanhas, terra batida, asfalto, caminhos para a praia, encruzilhadas, estradas percorridas sob um sol justiceiro ou sob chuva torrencial, ao raiar da aurora ou na noite cerrada, profunda; estrada perdida, sem fim, road to nowhere, highway to hell, easyrider, estrada percorrida por músicos, por artistas, por viajantes, aventureiros: estrada da vida. O espectáculo percorreu já várias estradas de Portugal e ruas da