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Artist
Apostar em um estilo desgastado é, quase sempre, uma atitude suicida, musical e comercialmente falando. Caso exemplar no que diz respeito ao cenário brasileiro é o famigerado hardcore melódico, que deu origem a inúmeras crias espalhadas por todo o país nos últimos anos. O Seks Collin é uma delas, e acaba de colocar no mercado seu álbum de estréia, “Ao Nosso Alcance”. O vocalista Vitor Milanez traduz a frustração e desejos tipicamente adolescentes (Emo? Sim Fraco? Isso) com a personalidade homogênea e eterna de praticamente todos os pequenos e grandes nomes do estilo, como CPM 22, Nx Zero e congêneres, em letras de relevância impar apenas para quem não passou dos 16. - “Será que você se importa com o que eu vou sentir/ se não resolvermos tudo aqui e agora eu não vou me acalmar” (“Ao Nosso Alcance”). Se a criatividade lírica não é a das melhores, a parte instrumental faz do Seks Collin uma fábrica de sub-‘hits’ prontos para embarcarem na MTV – pejorativamente falando -, como fica evidenciado principalmente em “Insano” e “Jogando Dados”. Para o público mais genérico, vale prestar atenção nos ‘riffs’ da já citada faixa-título e no hardcore de raiz “SKT HC”, que faz de sua patetice (“Skate é uma droga em que me viciei/ hardcore é um som/ por ele lutarei”) algo atrativo. Não há como negar que “Ao Nosso Alcance” é muito melhor e mais elaborado do que diversas coisas que circulam no meio ‘mainstream’ do hardcore melódico, o que até faz do Seks Collin um grupo acima da média para o