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Artist
Giana Viscardi não tem receio de seguir pela contramão. Hoje, quando a eletrônica parece estar presente em grande parte da produção musical, a cantora e compositora paulista lança “4321”, um álbum de canções essencialmente acústico, que destaca o violão e os arranjos de seu parceiro Michael Ruzitschka. Num momento em que o rock volta a ser incensado pela mídia como nova tendência dominante, Giana afirma sua personalidade musical com um trabalho inspirado na mais rica tradição da MPB, recheado de influências jazzísticas. “Cresci cantando samba e bossa nova”, diz a talentosa paulistana de 30 anos, contando que seu envolvimento com a música aconteceu aos seis anos, quando começou a cultivar a idéia de ser cantora. A primeira música que aprendeu já indicava o caminho que veio a seguir: o clássico samba “Rosa Morena”, de Dorival Caymmi, não à toa gravado por ela em seu primeiro disco. “Sei quase todas as músicas da bossa nova e tenho um repertório vasto de samba, Djavan, Cartola, Noel Rosa. Em casa, meu pai sempre ouviu Paulinho da Viola, Beth Carvalho, muito samba. Minha mãe gostava mais de jazz e ouvia Chet Baker, Billie Holiday, Ella Fitzgerald. Já o meu tio ouvia muita bossa nova, João Gilberto, Caetano Veloso e Gilberto Gil”, ela recorda, desfiando suas primeiras influências musicais. Giana também foi uma compositora precoce. “Com 11 anos eu já fazia musiquinhas, me acompanhando ao violão”, conta, lembrando que adotou o hábito de escrever na adolescência. Hoje, ela possui u