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Artist
Dani Black está maior do que era antes, melhor do que era ontem. Nome de ponta de sua geração, filho urbano de uma das vozes da mata, Tetê Espíndola, nome escrito nas estrelas familiares de Arnaldo Black, agora ele revela mais claramente a que veio no universo musical pop, com o tempo a seu favor, aos 27 anos. Compositor bem pensante, guitarrista de impacto e cantor de intensa beleza e potência vocal, tem também o dom do carisma, do bom humor e outras qualidades de um bicho do palco, desde quando integrava o grupo 5 a Seco. No segundo disco de estúdio, “Dilúvio”, Dani chega com os pares essenciais pra mergulhar numa abundância de ideias, timbres e traçados líricos de um criador inquieto. Há variações, entre sutilezas e sobressaltos, a cada faixa, como a abertura do disco com orquestra, que logo dá lugar a uma potente fusão de funk e rock com a banda em “Areia”, a combinação de cordas e programações eletrônicas de Conrado Goys em “Dilúvio”, os trompetes de Sidmar Vieira e a guitarra solo de Dani em “Seu Gosto”, o piano do compositor, a sanfona de Zé Godoy e o quarteto de cordas na linda balada “Bem Mais”. Sem perder a unidade, há também a alternância de reggae e rock na dançante “Fora de Mim”, o despojamento de “Ú”, só com voz e guitarra, e a grande e imprevisível cartada no fim: o dueto com Milton Nascimento na canção mais pungente e reflexiva do álbum, “Maior”. Parceiro de Zélia Duncan e Chico César, com músicas gravadas por Ney Matogrosso, Maria Gadú e Elba Ramalho, entre