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Artist
A banda paulistana Condessa Safira lançou em abril deste ano o seu segundo EP, e primeiro grande registro de trabalho. Isso porque o simpático disquinho inaugural, lançado em dezembro de 2005, soou mais como uma prévia do que a banda é capaz do que um debute propriamente dito. E tal debute não poderia ter sido melhor. Intitulado simplesmente Condessa Safira, o disco contempla seis músicas – quatro de registro inédito e mais duas faixas bônus, do primeiro EP. Revelando um som encorpado, coeso, a banda parece ter achado sua fórmula preferida entre peso e sutilidade, sedução e impacto. Um dos sinais claros desse equilíbrio pode ser percebido na linha de guitarra, sob responsabilidade de Bruna Mariani. Num caminho sinuoso, encontra-se tanto detalhes poéticos, como em Um Pouco de Alguém, quanto bases pesadas, a exemplo de Paranóia 66. “Para mim, esse EP é a materialização dos nossos sentimentos”, explica Bruna. “E eu acho que é para isso que a música serve: para compartilhar sentimentos”. As letras, compostas pelo baixista e fundador da banda, Breno Bolan, são reforçadas pelo vocal enérgico de Júlia Abrão, que confere às palavras um tom verossímil de confissão e desabafo. Fica quase impossível escutar a faixa Nunca É Tarde Demais ou o bônus Tão Mal sem querer saber mais a respeito das protagonistas. Boa parte dessa energia, diz ela, vem justamente da tensão em gravar: “é sempre um parto; e esse foi mais difícil que o anterior”, afirma. “Mas vale muito à pena. É um daqueles pouc