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Artist
Nasci porto-Alegrense às 18 horas do dia 24 de Outubro de 1962. Bem no meio da tal da “crise dos mísseis de Cuba”, momento em que o nosso mundo esteve mais próximo de ir para o beleléu. Com a graça de Deus, não foi. Tive uma infância fácil e bucólica, criando países onde eu era o presidente, supremo sacerdote e chefe das forças armadas. Em 1975, o Inter de Porto Alegre ganhou o primeiro campeonato Brasileiro para o Rio Grande do Sul. Eu era “colorado” doente. Em 1976 entrei para a “camisa 12”. Vivia grudado na “charanga”, doido pra bater tambor. Um dia, sobrou um “Supapo”, que é um surdo de resposta que se toca com a mão. é um trem muito grande e ninguém queria encarar. Encarei. Passei a ser o único branco na “charanga” do Inter. Em 1979 chegou o vestibular. Meu pai falou: “Se passar, ganha um fusca”. Passei em Engenharia, chutando todas as questões da prova de Matemática e Física. Troquei o Fusca por uma bateria “Pinguim” madre-perolada e passei os três anos seguintes perturbando os vizinhos tentando tocar Pink Floyd, Led Zeppelin e Zé Ramalho, que naquele tempo era “da Paraíba”. Materialista e ateu, tinha pôster do Che Guevara na parede. Minha passagem pela Engenharia foi rápida (rapidíssima). Na segunda aula de “geometria analítica”, lá estava eu, boiando e olhando pela janela. Do outro lado da rua, a faculdade de Arquitetura cheia de gatinhas com aquelas réguas “T” imensas… Tchau Engenharia. Em 1982 interrompi os estudos para conhecer a terra de meus