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Artist
Nascida no bairro do Bom Retiro em 2021, a banda combina seu berço punk com elementos de diferentes estilos de cumbia, como a villera de Buenos Aires, a chicha dos migrantes andinos em Lima e a rebajada de Monterrey, criando um som novo, autêntico e com a cara misturada de São Paulo. Em 4 anos de banda, o Bazuros já tocou em todos os cantos da cidade – de grandes palcos a pequenos espaços, com ou sem estrutura – sempre atraindo um público que chega a parecer uma torcida de futebol (de várzea), identificada e barulhenta. E o estilo misturado e inédito fica evidente pelos line-ups em que figura: um dia enchendo o Sol y Sombra - principal reduto da música latina hoje em São Paulo - e a Súbete - maior festa de reggaeton da cidade -, no outro dividindo o palco da Punk Reggae Party com as Mercenárias, ícones do movimento punk paulistano desde os anos 80, e as lendas do Azymuth. Nunca é só sobre música, mas quem tentar explicar a aceitação do Bazuros na cidade pode arriscar dizer que é sobre a energia e a simplicidade com que a banda toca seus temas autorais, instrumentais e psicodélicos, e pelas combinações de covers como Pibes Chorros e The Clash que marcam seu repertório. Essa simplicidade, que passa longe de reduzir a complexidade do estilo, é o que cria essa linguagem comum na cumbia e desperta uma forte identificação pelas ruas de qualquer cidade latino-americana. É o sentimento que permeia o refrão "Mucha Lucha, Poca Plata", conhecido pelo público da banda, e une os no