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Artist
Com raízes no Vale do São Francisco, entre Juazeiro e Petrolina, a banda é formada por Fatel (letras, voz e guitarra); Victória Duarte (violino e percussão); Álvin Soares (contrabaixo elétrico e synth); Ciro Cavalcanti (guitarra) e Fellipe Melo (bateria). Seu som traz fortes referências Nordestinas, como a forma cordelista de entoar os versos, a aura do Movimento Udigrudi (movimento contra-cultural recifense), e os ritmos como o Baião e o Galope. Mas a Trupe vai além e, com os pés fincados no Progressivo e na Psicodelia, incrementam a viagem, deixando claro que há fluidez e consistência entre esses elementos, desde a primeira audição. Como antes dito, esse é o primeiro disco d'A Trupe Poligodélica, onde há nove canções, todas assinadas por Fatel. O impacto já vem na primeira faixa com “Raylander”, um western moderno que ecoa Ave Sangria, que fala sobre a imortalidade do sentimento e o peso do legado: “Pois na estrada do amor somos mesmo imortais / Somos todos Raylanders / Forças Naturais / Mas na estrada dos homens somos somente vermes / Carregando as dores de seus ancestrais!”. Nos versos do Blues superação, “Eu só”, o “eu” é eleito como melhor companhia: “Eu só prefiro caminhar só / Prefiro conviver só / comigo / Talvez assim seja bem melhor / Se eu continuar só e não correr perigo (...)”. A faixa de trabalho, “Desilusão de Um Chofer de Trio Elétrico” é deliciosa e faz sentir o gosto da ressaca: “Foi como num carnaval / Bem no final / Quando fica um vazio nas ruas / E os