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Artist
Quando a cantora Tertuliana Lustosa nasceu, há 23 anos, o grupo É o Tchan vivia seu auge. A banda colecionava discos de platina e diamante com o que se convencionara chamar, especialmente no eixo Rio-São Paulo, de axé. Mas, na Bahia, todo mundo sabia que aquela música era pagode baiano, pagodão ou simplesmente pagode —o estilo derivado do samba junino que se popularizou no fim dos anos 1990. Tertuliana; é uma das revelações deste que é um dos mais importantes gêneros de música do Nordeste. Mulher trans à frente de um grupo enxuto —duas dançarinas e um produtor, algo improvável nas big bands baianas; Tertuliana representa novas possibilidades dentro do pagode. O hit “Murro na Costela do Viado”, de sua autoria, resume a ideia. Ele pode soar agressivo aos neófitos, mas a ideia é ressignificar símbolos de gênero e do gênero. “Existe isso no pagode, o murrinho, é uma dança fácil de fazer”, explica ela. “E eu escrevi viado para colocar a gente como protagonista.” User-contributed text is available under the Creative Commons By-SA License; additional terms may apply.