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Scherzo, o entretenimento como subjetivação Um dia, de repente, a realidade, como por um passe de mágica, passou a ser desnaturalizada e todas as coisas passaram a ter os formatos geométricos, disposições ortogonais e as cores básicas sugeridas por Mondrian em seu Neoplasticismo (1917), resultando em uma estetização do corpo humano e das coisas com abstrações universalizantes. Que ideal utópico de harmonia, ordem, abstração e universalidade se apossou de nossa realidade? As seções geométricas que cobrem as partes dos seres humanos, porém começaram a se abstrair ainda mais em um processo contínuo que aparentemente tendia para a anulação total ou fusão total em cores únicas, adquirindo um aspecto semelhante aos Tetrôminos (‘tetrominoes’), peças do jogo Tetris. Estes Tetrôminos (‘tetrominoes’) passaram então a cumprir um papel em uma grande engrenagem contínua que provocava um deslocamento incessantemente de cima para baixo, em ordens aleatórias e filas que se desfaziam, uma aparente liberdade onde as linhas eram desfeitas, porém logo eram formadas outras. Assim, foram criadas muitas composições com combinações das peças em um processo de subjetivação de algum grande criador, onde cada qual cumpria seu papel na ordem. Temos uma evolução do tabuleiro. Do tabuleiro clássico utilizado no xadrez, onde as peças presas tinham apenas a morte como saída; para sua quebra em 13 partes conforme conta Henry Dudeney (1907) em sua narrativa inicial sobre a origem do Pentômino, quebra-cab