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Album
“Meraki” é uma palavra que vem do grego e significa “fazer algo com a alma, com amor”. E o novo álbum do This Lonely Crowd, lançado em outubro de 2015 pelo selo paulista Sinewave, é formado por uma série de aforismos sobre o processo de trabalho entre a alma e a infinitude dos sentimentos que envolvem o amor. O álbum começa com “Forelsket”, que em norueguês é algo como “ter um sentimento quando se está prestes a se apaixonar”, que dá o tom para os próximos quase 45 minutos em que o amor é construído e desconstruído em cada faixa. “Sophrosyne”, por exemplo, tem apenas 50 segundos e derruba qualquer conceito de bom senso que possa conotar, é a hora de virar o disco e adentrar de vez a floresta proposta na capa do álbum. A direção de arte de Meraki é mais uma vez trabalho do designer gráfico Julian Fisch, que dialoga com os sentimentos da banda desde o primeiro álbum, Some Kind of Pareidolia (2011). A terceira faixa de Meraki pode ser encarada como a que introduz a importância do trabalho de Fisch, cuja fotografia dialoga com o simulacro de emoções proposto pelo álbum. “Liquid Forest” é uma das faixas mais post-rock, repleta de nuances e viagens que fazem o ouvinte se ambientar na floresta cheia de mistérios e das mágicas produzidas entre o amor e a alma. O amor não seria o cuidado, a soma ou mesmo a fusão? É nesse estágio que o This Lonely Crowd chegou com Meraki. As influências que podem variar do death metal ao shoegaze, passeando pelo post-rock e a música instrumental, sem